A notícia recente nos telejornais é o acidente
envolvendo Pedro, o filho do cantor Leonardo. Isso mesmo, ele é
muito mais lembrado como filho de fulano de tal do que como cantor.
Um dia ele já foi famoso, apareceu em todos os
programas dominicais, mas todo o jabá e influência de Leonardo não foram
suficientes para mantê-lo no topo.
Crédito: Divulgação
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Antes do acidente, ele fez um show para 200
pessoas! 200! Faltou talento, carisma e uma pitada de sorte, afinal
gente com muito menos talento que ele ainda aparece em tais programas e faz
shows para um número muito mais expressivo de pessoas.
Ele é só um exemplo. Temos outros por aí.
Já ouviu falar no filho do John Lennon?
O Sean? Tem outro, ainda mais “invisível”, o Julian.
Pelo jeito, ambos puxaram ao talento de suas mães. Algo que beira o inexistente
e flerta com o sumariamente conceitual. E isso soa até meio incoerente, pois de
todos os filhos dos ex-beatles, o mais virtuoso é o de George. Dhani
Harrison contribuiu na finalização do último álbum do pai (lançado
postumamente em 2002), tocou com o Eric Clapton durante o “Concert for George”,
uma homenagem musical para o ex-Beatle. Ultimamente, ele está ao lado de Ben
Harper, com o projeto Fistful of Mercy, que
rendeu o agradável álbum As I Call You Down, em 2010.
Outro sarcasmo do destino, se assim pode se
dizer, é que o menos reconhecido de todos é o filho do Paul McCartney. Mesmo
atuando como instrumentista ao lado do pai, e deixando sua marca em dois álbuns
do daddy sir - Flaming
Pie (1997) e Driving Rain (2001), James
McCartney ainda não decolou.
Exemplo ainda é o Jakob Dylan, filho de ninguém
mais ninguém menos que Bob Dylan, também não foi lá essas coisas com asua banda Wallflowers. Ele teve um
super apoio da MTV, teve um single de sucesso (Three Marlenas), mas depois
disso: mais nada. Houve esboços de um retorno, mas nada até agora.
No Brasil temos a Preta Gil, muito mais
reconhecida pela sua possibilidade de entretenimento e polêmicas (?), do que
propriamente pelo seu talento artístico como cantora e interprete; bem
diferente de seu pai, Gilberto Gil, um sinônimo de MPB.
Beto Lee é outro exemplo. Hoje ele trabalha no Multishow, mas antes,
saiu em turnê com a mãe (Rita), e se mostrou bom guitarrista, mas não convenceu
quando saiu em carreira solo em busca de um resultado mais autoral.
Os irmãos Simoninha
e Max de Castro também não fazem
tão bonito quanto o pai, Wilson Simonal (maior nome na música pop dos anos
1970), principalmente quando o assunto é simpatia, humor e improvisação no
palco. O mesmo, nas suas devidas proporções, acontece com Davi Morais (filho de Morais Moreira), Luiza Possi (filha de Zizi), Fiuk (filho de Fábio Jr.) e Wanessa (filha de Zezé di Camargo).
Temos os bons exemplos de Maria Rita (talento genético ou cópia – eis a
questão!), Martinália (filha de Martinho da Vila), Gonzaguinha (filho do inquestionável Luis
Gonzaga), Bebel (filha de Miucha e João Gilberto) já
em carreira internacional, Jairzinho
e Luciana Mello (filhos de
Jair Rodrigues) e a talentosíssima Nana (filha de Dorival Caymmi). Mas esses
não conseguem apagar a maioria dona de um talento pífio em busca do estrelato.
Para ser artista é necessário mais, e não necessariamente ser filho, porque
isso todo mundo é.








